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Campus vai receber projeto de segurança alimentar e nutricional

O projeto BioFORT é coordenado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e no Maranhão tem o apoio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar.
  • Andréia Lima
  • publicado 11/04/2019 12h16
  • última modificação 11/04/2019 12h16

No IFMA, o projeto já funciona nos campi Codó, Caxias e São Raimundo das Mangabeiras. A assinatura do termo de parceria foi realizada no gabinete da direção geral do Campus São Luís-Maracanã, na sexta-feira (05).

O Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus São Luís – Maracanã é o novo parceiro do projeto BioFORT, iniciativa que pretende diminuir a desnutrição no mundo e garantir maior segurança alimentar por meio do aumento dos teores de ferro, zinco e vitamina A na dieta da população mais carente. No IFMA, o projeto já funciona nos campi Codó, Caxias e São Raimundo das Mangabeiras. A assinatura do termo de parceria foi realizada no gabinete da direção geral do Campus São Luís-Maracanã, na sexta-feira (05), e contou com a presença da diretora-geral do Campus, Lucimeire Castro; a superintendente de articulação de políticas públicas do Estado do Maranhão, Adelana Santos; a coordenadora das atividades pela Secretaria, Alba Maciel; a coordenadora do projeto no âmbito do Maracanã, Ilka Cantanhede; e o professor Zenóbio de Souza, representando o  Departamento de Produção do Campus.

No Campus Maracanã, o projeto BioFORT vai trabalhar com dois tipos de feijão e com a mandioca. Inicialmente haverá a entrega de 30 kg de feijão-caupi para ser plantados no Campus, do material necessário para implantação do campo de multiplicação (kit de irrigação) e do material para os agricultores participantes. O registro do projeto será de 30 meses, com início em abril de 2019 e término em outubro de 2021. Durante esse período, 60% da produção feita retornará ao projeto como investimento e 40% ficará para o uso no Campus.

Um dos objetivos da ação é realizar oficinas com a comunidade para explicar como funciona a biofortificação dos alimentos. “Queremos trazer os agricultores a São Luís para ver como funciona a aplicação desses alimentos biofortificados e, também, colocar os nossos alunos em aulas práticas”, explicou a coordenadora do projeto no âmbito do IFMA Campus São Luís – Maracanã, Ilka Cantanhede.

A superintendente de articulação de políticas públicas do Estado do Maranhão, Adelana Santos, explica que o projeto é um acordo de cooperação técnica entre a Embrapa e o governo do Estado do Maranhão e que o IFMA entra com a estrutura laboratorial. “A Embrapa faz pesquisa, mas ela precisa que toda a propriedade intelectual dela chegue na ponta, e para chegar na ponta ela faz essa parceria com o Estado por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural. Precisávamos de uma estrutura de laboratório para que a gente avançasse. Então, em 2017, fizemos parcerias com os campi do IFMA de Codó e Caxias. Depois fomos procurados por São Raimundo das Mangabeiras e Barra do Corda. A gente vem tendo muito sucesso com os Institutos Federais”, declarou.

A diretora-geral do Campus São Luís-Maracanã, Lucimeire Castro, destacou que o projeto trará contribuições para o ensino, a pesquisa e a extensão no Campus. “Para nós do Campus Maracanã esse projeto veio em boa hora. Nós já temos um curso de Agronomia pelo Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera) e estamos institucionalizando o curso de Agronomia com a primeira turma. Então os alunos já vão chegar e encontrar um projeto como esse. E os nossos alunos têm um perfil que facilita, principalmente, nesse processo da extensão. Aqui nós temos indígenas, quilombolas e filhos de agricultores e produtores rurais. Isso é importante para nós, porque naturalmente eles vão se desenvolvendo e levando essas tecnologias para a comunidade deles”, avaliou a diretora.

Rede BioFORT – a Rede trabalha com segurança alimentar e nutricional baseados em dados da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) que apontam que mais de 3 milhões de pessoas passam fome oculta no mundo. A Rede inclui um conjunto de projetos responsáveis pela biofortificação de alimentos. No Brasil, a biofortificação consiste no melhoramento genético convencional, ou seja, por meio de seleção e cruzamento de plantas da mesma espécie, gerando cultivares mais nutritivos, excluindo assim ações transgênicas.

O projeto BioFORT tem como público-alvo agricultores familiares, assentados da Reforma Agrária e povos e comunidades tradicionais que vivem insegurança alimentar. Atualmente, os alimentos biofortificados nas ações do projeto são: arroz, feijão, milho, abóbora, trigo, mandioca e batata doce.

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