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Campus Maracanã realiza Semana da Consciência Negra

  • Romulo Gomes
  • publicado 21/11/2019 16h48
  • última modificação 21/11/2019 16h49

Hevylla Medeiros relembrou, emocionada, processo de autorreconhecimento como preta

O tema “Políticas Públicas: resgate do valor de pertencimento das comunidades afrodescendentes” norteou as atividades realizadas pelo Instituto Federal do Maranhão – Campus Maracanã na Semana da Consciência Negra, entre os dias 18 e 20 de novembro. A arte, o conhecimento científico, o saber popular, a história e noções de empreendedorismo entrecruzaram-se na programação elaborada pelo Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi), como manifesto pelo respeito e pela promoção da igualdade racial.

No palco do Espaço Cultural, onde aconteceu a maior parte das ações, o IFMA Crioula, grupo de tambor de crioula do Campus Maracanã, abriu os trabalhos. O batuque, o colorido das saias das coreiras e a punga (umbigada) estavam ali como memória viva da ancestralidade africana. A estudante do curso de Letras, da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), Hevylla Medeiros, puxou toada, vestiu-se de coreira, dançou e depois tomou lugar como primeira palestrante do evento. Ela relembrou, emocionada, o processo de autorreconhecimento como preta. Também na palestra de abertura, o professor Nonato chocolate falou sobre políticas, juventude e pertencimento.

Na Semana da Consciência Negra, estudantes e profissionais do campus puderam conhecer experiências de empreendedorismo negro, com a chef de cozinha Célia Rossetti, que é proprietária de uma dos buffets mais conhecidos de São Luís, e com sócia-proprietária da empresa Chica’s Produções, Paola Frassinetti Coelho Botelho Martins. Ela também é franqueada da empresa de turismo Worldventures, produtora-executiva na Empresa Brasil Comunicação e agente da Pastoral Negro do Brasil.

Houve, ainda, debate sobre comunidades afro-brasileiras com os professores Hérliton Nunes e Dorival dos Santos. Já os professores Adroaldo Almeida e Hérliton Nunes comentaram aspectos da história de Zumbi dos Palmares, a partir da exibição de um documentário.

Hérliton Nunes e Dorival dos Santos falam sobre comunidades afro-brasileiras

Apresentações culturais

A temática étnico-racial também foi abordada em intervenções artísticas e culturais. A turma 21 (Agropecuária Integrado) preparou um mural com poesias sobre negritude e frases de valorização da população negra, além de nomes de lideranças. Todos os desenhos foram feitos pelos alunos da professora Carolina Batista. Teve dança com o Agrodance, teatro com o espetáculo “Elas sou eu” (dirigido pelo professor Arnaldo Cunha) e música com os alunos do professor Dimas Araújo.

Pelos corredores do campus, estudantes da turma 22 (Aquicultura Integrado) encenaram a performance “Acorda”. “A ideia foi representar ancestrais negros e negras, que foram importantes para a nossa história e que lutaram pela igualdade étnico-racial”, explicou a professora Carolina Batista. O Preconceito, o Ódio e a Intolerância prendiam e açoitavam líderes negros, que respondiam com palavras de ordem e de luta, apontando a esperança de dias de igualdade e tolerância.

 

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