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Campus Maracanã premia alunas que mais leram obras literárias em 2019

  • Romulo Gomes
  • publicado 18/12/2019 11h57
  • última modificação 18/12/2019 12h03

Márida leu 29 obras literárias em 2019

O romance “Morros dos ventos uivantes”, publicado em 1847, pela escritora britânica Emily Brontë, foi o que mais comoveu e encantou a estudante Márida dos Anjos Silva, leitora de 29 obras literárias, em 2019, do acervo da Biblioteca José Murilo Muniz, do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) – Campus Maracanã. Nas “histórias tristes”, como classifica os enredos de seus livros favoritos, ela diz encontrar refúgio e paz interior. Não é de se estranhar, portanto, que a biblioteca tenha se tornado o lugar mais frequentado pela aluna do segundo período do curso de Zootecnia. Resultado: Márida tornou-se a aluna com maior número de livros de literatura lidos, no período de janeiro a outubro deste ano, o que lhe rendeu o primeiro lugar do prêmio Leitora Nota 10, realizado pelo campus como parte da programação da II Semana do Livro, Leitura e Biblioteca.

Faz pouco tempo que ela passou a ter interesse por literatura. “Começou no terceiro ano do Ensino Médio, por incentivo de uma professora. Por causa dos problemas pessoais que eu estava enfrentando na época, acabei buscando refúgio nos livros. Quando leio, sinto como se estivesse dentro do livro, vivendo aquela história toda, como se eu fosse uma personagem ou uma narradora. É como se fosse um novo mundo para mim”, contou. Márida é apaixonada pelas obras do romantismo brasileiro. Álvares de Azevedo e Castro Alves são seus autores prediletos. A carteirinha da biblioteca está bem cheia, mas pronta para mais descobertas literárias em 2020.

Também foram premiadas as alunas Ludmila Rodrigues da Silva Barbosa, estudante do Curso Técnico em Agropecuária, que leu 22 obras, e Eduarda da Silva Serejo, aluna do Curso Técnico em Meio ambiente, com 21 livros. Cada uma das vencedoras recebeu certificação e uma bolsa de R$ 200,00, para aquisição de livros. A premiação foi viabilizada em parceria com o Departamento de Assuntos Estudantis (DEAE). “Nosso intuito é fortalecer os laços com nossos alunos, contribuindo para o desenvolvimento educacional, social e pessoal de cada um. Queremos incitar a leitura, para abrir caminhos, melhorar a escrita, a visão social e política. Dar acesso aos livros é uma maneira de fornecer ferramentas para que cresçam e desenvolvam na sociedade”, explicou a bibliotecária Janaína Bianque Abreu.

Semana do Livro

A equipe da Biblioteca José Murilo Muniz, do Campus Maracanã, organizou a programação da II Semana do Livro, Leitura e Biblioteca, realizada nos dias 5 e 6 de dezembro. O evento foi aberto com a apresentação da Banda Encarte, formada por estudantes-músicos do campus. O professor Khey Albert fez uma participação especial.

Os debates começaram com uma roda de conversa mediada pela técnica em Assuntos Educacionais, Andrea Leite, licenciada em Letras e mestra em Cultura e Sociedade. Ela fez um percurso da Antiguidade grega à contemporaneidade, para falar sobre transformação pela arte. “A arte tem potencial de construção do indivíduo, de recuperação, de socialização, de humanização. É importante que jovens e adolescentes estejam cientes e busquem a arte como forma de melhorar a si mesmos”, sugeriu. Para Andreia, conversar sobre arte também é uma forma de incentivar os alunos e alunas à leitura. “Tanto a arte como as ciências, os estudos, o conhecimento em geral, que é adquirido pelos livros, são capazes de tornar o ser humano melhor”, ressaltou.

Andrea Leite falou sobre arte e transformação

Quem aposta na força transformadora dos livros é o professor José Carlos Aroucha, autor de “Meio Ambiente e Práticas sustentáveis”. “Escolhi divulgar as minhas pesquisas nesse formato, porque o livro é eterno. O livro vai para a cabeceira da cama, para a estante e, quando a pessoa tiver curiosidade de adotar práticas sustentáveis, vai ter o material nas mãos”, comentou. Ele relembrou todo o processo de construção da obra, desde a compilação das práticas que aprendeu como extensionista rural, ambientalista e engenheiro florestal até atualização das novas edições.  “A mensagem que me livro quer passar é de como cada pessoa pode contribuir de maneira efetiva e positiva para a preservação e/ou conservação dos nossos biomas e ecossistemas, que estão precisando dessa geração”, enfatizou.

José Carlos Aroucha é autor de livro sobre práticas sustentáveis

Também foram realizadas rodas de conversas “A importância do livro, leitura e biblioteca como forma terapêutica na atualidade”, com professora Silvana Maria de Jesus Vetter, e “Resistir! Vozes negras na literatura”, conduzida pela bibliotecária Francilene do Carmo Cardoso, em colaboração com a professora Socorro Botelho.

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